LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998
D.O.U. de 28.11.1998
Altera a Legislação Tributária Federal.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1° Esta Lei aplica-se no âmbito da legislação
tributária federal, relativamente às contribuições para os Programas de
Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP e
à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS, de que tratam
o art. 239 da Constituição e a Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de
1991, ao Imposto sobre a Renda e ao Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e
Seguro, ou relativos a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF.
CAPÍTULO I
DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E COFINS
Art. 2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas
pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu
faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por
esta Lei. (Vide Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
Art. 3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à
receita bruta da pessoa jurídica. (Vide Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
§ 1º Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas
pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e
a classificação contábil adotada para as receitas.
§ 2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a
que se refere o art. 2º, excluem-se da receita bruta:
I - as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o
Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI e o Imposto sobre Operações
relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS, quando
cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de
substituto tributário;
II - as reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como
perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da
avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e
dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que
tenham sido computados como receita; (Redação dada pela Medida Provisória nº
2158-35, de 2001)
III - .(Revogado pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
IV - a receita decorrente da venda de bens do ativo permanente.
§ 3º (Revogado pela Lei nº 11.051, de 2004)
§ 4º Nas operações de câmbio, realizadas por instituição autorizada pelo
Banco Central do Brasil, considera-se receita bruta a diferença positiva entre o
preço de venda e o preço de compra da moeda estrangeira.
§ 5º Na hipótese das pessoas jurídicas referidas no § 1º do art. 22 da
Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, serão admitidas, para os efeitos da
COFINS, as mesmas exclusões e deduções facultadas para fins de determinação da
base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP.
§ 6o Na determinação da base de cálculo das contribuições para o
PIS/PASEP e COFINS, as pessoas jurídicas referidas no § 1o do art. 22 da Lei no
8.212, de 1991, além das exclusões e deduções mencionadas no § 5o, poderão
excluir ou deduzir: (Incluído pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
I - no caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de
desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e
investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras,
distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento
mercantil e cooperativas de crédito: (Incluído pela Medida Provisória nº
2158-35, de 2001)
a) despesas incorridas nas operações de intermediação financeira;
(Incluído pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
b) despesas de obrigações por empréstimos, para repasse, de recursos de
instituições de direito privado; (Incluído pela Medida Provisória nº 2158-35, de
2001)
c) deságio na colocação de títulos; (Incluído pela Medida Provisória nº
2158-35, de 2001)
d) perdas com títulos de renda fixa e variável, exceto com ações;
(Incluído pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
e) perdas com ativos financeiros e mercadorias, em operações de hedge;
(Incluído pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
II - no caso de empresas de seguros privados, o valor referente às
indenizações correspondentes aos sinistros ocorridos, efetivamente pago,
deduzido das importâncias recebidas a título de cosseguro e resseguro, salvados
e outros ressarcimentos. (Incluído pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
III - no caso de entidades de previdência privada, abertas e fechadas,
os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras destinadas ao pagamento de
benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates; (Incluído pela
Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
IV - no caso de empresas de capitalização, os rendimentos auferidos nas
aplicações financeiras destinadas ao pagamento de resgate de títulos. (Incluído
pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
§ 7o As exclusões previstas nos incisos III e IV do § 6o restringem-se
aos rendimentos de aplicações financeiras proporcionados pelos ativos
garantidores das provisões técnicas, limitados esses ativos ao montante das
referidas provisões. (Incluído pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
§ 8o Na determinação da base de cálculo da contribuição para o
PIS/PASEP e COFINS, poderão ser deduzidas as despesas de captação de recursos
incorridas pelas pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de
créditos: (Incluído pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
I - imobiliários, nos termos da Lei no 9.514, de 20 de novembro de 1997;
(Incluído pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
II - financeiros, observada regulamentação editada pelo Conselho
Monetário Nacional. (Incluído pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
III - agrícolas, conforme ato do Conselho Monetário Nacional.
(Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)
§ 9o Na determinação da base de cálculo da contribuição para o
PIS/PASEP e COFINS, as operadoras de planos de assistência à saúde poderão
deduzir: (Incluído pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
I - co-responsabilidades cedidas; (Incluído pela Medida Provisória nº
2158-35, de 2001)
II - a parcela das contraprestações pecuniárias destinada à constituição
de provisões técnicas; (Incluído pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
III - o valor referente às indenizações correspondentes aos eventos
ocorridos, efetivamente pago, deduzido das importâncias recebidas a título de
transferência de responsabilidades. (Incluído pela Medida Provisória nº 2158-35,
de 2001)
Art. 4o As contribuições para os Programas de Integração Social e de
Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/PASEP e para o Financiamento da
Seguridade Social – COFINS devidas pelos produtores e importadores de derivados
de petróleo serão calculadas, respectivamente, com base nas seguintes alíquotas:
(Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004)
I – 5,08% (cinco inteiros e oito centésimos por cento) e 23,44% (vinte
inteiros e quarenta e quatro centésimos por cento), incidentes sobre a receita
bruta decorrente da venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de
aviação; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (Vide Lei nº 11.051, de
2004)
II – 4,21% (quatro inteiros e vinte e um centésimos por cento) e 19,42%
(dezenove inteiros e quarenta e dois centésimos por cento), incidentes sobre a
receita bruta decorrente da venda de óleo diesel e suas correntes; (Redação dada
pela Lei nº 10.865, de 2004) (Vide Lei nº 11.051, de 2004)
III - 10,2% (dez inteiros e dois décimos por cento) e 47,4% (quarenta e
sete inteiros e quatro décimos por cento) incidentes sobre a receita bruta
decorrente da venda de gás liquefeito de petróleo - GLP derivado de petróleo e
de gás natural; (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) (Vide Lei nº 11.051,
de 2004)
IV – sessenta e cinco centésimos por cento e três por cento incidentes
sobre a receita bruta decorrente das demais atividades.(Incluído pela Lei nº
9.990, de 2000)
Parágrafo único. Revogado.(Redação dada pela Lei nº 9.990, de 2000)"
Art. 5o A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidentes sobre a
receita bruta auferida na venda de álcool, inclusive para fins carburantes,
serão calculadas com base nas alíquotas, respectivamente, de: (Redação dada pela
Lei nº 11.727, de 2008)
I – 1,5% (um inteiro e cinco décimos por cento) e 6,9% (seis inteiros e
nove décimos por cento), no caso de produtor ou importador; e (Redação dada pela
Lei nº 11.727, de 2008)
II – 3,75% (três inteiros e setenta e cinco centésimos por cento) e
17,25% (dezessete inteiros e vinte e cinco centésimos por cento), no caso de
distribuidor. (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 1o Ficam reduzidas a 0% (zero por cento) as alíquotas da Contribuição
para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita bruta de venda de
álcool, inclusive para fins carburantes, quando auferida: (Incluído pela Lei nº
11.727, de 2008)
I – por distribuidor, no caso de venda de álcool anidro adicionado à
gasolina; (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
II – por comerciante varejista, em qualquer caso; (Incluído pela Lei nº
11.727, de 2008)
III – nas operações realizadas em bolsa de mercadorias e futuros.
(Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 2o A redução a 0 (zero) das alíquotas previstas no inciso III do § 1o
deste artigo não se aplica às operações em que ocorra liquidação física do
contrato. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 3o As demais pessoas jurídicas que comerciem álcool não enquadradas
como produtor, importador, distribuidor ou varejista ficam sujeitas às
disposições da legislação da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins
aplicáveis à pessoa jurídica distribuidora. (Incluído pela Lei nº 11.727, de
2008)
§ 4o O produtor, o importador e o distribuidor de que trata o caput
deste artigo poderão optar por regime especial de apuração e pagamento da
Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, no qual as alíquotas específicas
das contribuições são fixadas, respectivamente, em: (Incluído pela Lei nº
11.727, de 2008)
I – R$ 23,38 (vinte e três reais e trinta e oito centavos) e R$ 107,52
(cento e sete reais e cinqüenta e dois centavos) por metro cúbico de álcool, no
caso de venda realizada por produtor ou importador; (Incluído pela Lei nº
11.727, de 2008)
II – R$ 58,45 (cinqüenta e oito reais e quarenta e cinco centavos) e R$
268,80 (duzentos e sessenta e oito reais e oitenta centavos) por metro cúbico de
álcool, no caso de venda realizada por distribuidor. (Incluído pela Lei nº
11.727, de 2008)
§ 5o A opção prevista no § 4o deste artigo será exercida, segundo
normas e condições estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil,
até o último dia útil do mês de novembro de cada ano-calendário, produzindo
efeitos, de forma irretratável, durante todo o ano-calendário subseqüente ao da
opção. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 6o No caso da opção efetuada nos termos dos §§ 4o e 5o deste artigo,
a Secretaria da Receita Federal do Brasil divulgará o nome da pessoa jurídica
optante e a data de início da opção. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 7o A opção a que se refere este artigo será automaticamente
prorrogada para o ano-calendário seguinte, salvo se a pessoa jurídica dela
desistir, nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita
Federal do Brasil, até o último dia útil do mês de novembro do ano-calendário,
hipótese em que a produção de efeitos se dará a partir do dia 1o de janeiro do
ano-calendário subseqüente. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 8o Fica o Poder Executivo autorizado a fixar coeficientes para
redução das alíquotas previstas no caput e no § 4o deste artigo, as quais
poderão ser alteradas, para mais ou para menos, em relação a classe de
produtores, produtos ou sua utilização. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 9o Na hipótese do § 8o deste artigo, os coeficientes estabelecidos
para o produtor e o importador poderão ser diferentes daqueles estabelecidos
para o distribuidor. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 10. A aplicação dos coeficientes de que tratam os §§ 8o e 9o deste
artigo não poderá resultar em alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da
Cofins superiores a, respectivamente, 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco
centésimos por cento) e 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento) do preço
médio de venda no varejo. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 11. O preço médio a que se refere o § 10 deste artigo será
determinado a partir de dados colhidos por instituição idônea, de forma
ponderada com base nos volumes de álcool comercializados nos Estados e no
Distrito Federal nos 12 (doze) meses anteriores ao da fixação dos coeficientes
de que tratam os §§ 8o e 9o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 12. No ano-calendário em que a pessoa jurídica iniciar atividades de
produção, importação ou distribuição de álcool, a opção pelo regime especial
poderá ser exercida em qualquer data, produzindo efeitos a partir do primeiro
dia do mês em que for exercida. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 13. O produtor, importador ou distribuidor de álcool, inclusive para
fins carburantes, sujeito ao regime de apuração não cumulativa da Contribuição
para o PIS/Pasep e da Cofins, pode descontar créditos relativos à aquisição do
produto para revenda de outro produtor, importador ou distribuidor. (Incluído
pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 14. Os créditos de que trata o § 13 deste artigo correspondem aos
valores da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins devidos pelo vendedor em
decorrência da operação. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 15. O disposto no § 14 deste artigo não se aplica às aquisições de
álcool anidro para adição à gasolina, hipótese em que os valores dos créditos
serão estabelecidos por ato do Poder Executivo. (Incluído pela Lei nº 11.727, de
2008)
§ 16. Observado o disposto nos §§ 14 e 15 deste artigo, não se aplica
às aquisições de que trata o § 13 deste artigo o disposto na alínea b do inciso
I do caput do art. 3o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e na alínea b
do inciso I do caput do art. 3o da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003.
(Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 17. Na hipótese de o produtor ou importador efetuar a venda de
álcool, inclusive para fins carburantes, para pessoa jurídica com a qual
mantenha relação de interdependência, o valor tributável não poderá ser inferior
a 32,43% (trinta e dois inteiros e quarenta e três centésimos por cento) do
preço corrente de venda desse produto aos consumidores na praça desse produtor
ou importador. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
§ 18. Para os efeitos do § 17 deste artigo, na verificação da
existência de interdependência entre 2 (duas) pessoas jurídicas, aplicar-se-ão
as disposições do art. 42 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964. (Incluído
pela Lei nº 11.727, de 2008)
Art. 6o O disposto no art. 4o desta Lei aplica-se, também, aos demais
produtores e importadores dos produtos ali referidos. (Redação dada pela Lei nº
9.990, de 2000) (Vide arts. 42, parágrafo único e 92, da Medida Provisória nº
2158-35, de 2001)
Parágrafo único. Na hipótese de importação de álcool carburante, a
incidência referida no art. 5o dar-se-á na forma de seu: (Redação dada pela Lei
nº 9.990, de 2000) (Vide Lei nº 11.727, de 2008) (Vigência)
I – inciso I, quando realizada por distribuidora do produto; (Redação
dada pela Lei nº 9.990, de 2000)
II – inciso II, nos demais casos. (Redação dada pela Lei nº 9.990, de
2000)
Art. 7º No caso de construção por empreitada ou de fornecimento a preço
predeterminado de bens ou serviços, contratados por pessoa jurídica de direito
público, empresa pública, sociedade de economia mista ou suas subsidiárias, o
pagamento das contribuições de que trata o art. 2º desta Lei poderá ser
diferido, pelo contratado, até a data do recebimento do preço.
Parágrafo único. A utilização do tratamento tributário previsto no caput deste
artigo é facultada ao subempreiteiro ou subcontratado, na hipótese de
subcontratação parcial ou total da empreitada ou do fornecimento.
Art. 8° Fica elevada para três por cento a alíquota da COFINS.
§ 1° a § 4° (Revogado pela Medida Provisória nº 2158-35, de 2001)
CAPÍTULO II
DO IMPOSTO SOBRE A RENDA
Art. 9° As variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações
do contribuinte, em função da taxa de câmbio ou de índices ou coeficientes
aplicáveis por disposição legal ou contratual serão consideradas, para efeitos
da legislação do imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro líquido,
da contribuição PIS/PASEP e da COFINS, como receitas ou despesas financeiras,
conforme o caso.
Art. 10. Os dispositivos abaixo enumerados da Lei n° 9.532, de 10 de
dezembro de 1997, passam a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 7°
........................................................................
...................................................................................
III - poderá amortizar o valor do ágio cujo fundamento seja o de que trata a
alínea "b" do § 2° do art. 20 do Decreto-lei n° 1.598, de 1977, nos balanços
correspondentes à apuração de lucro real, levantados posteriormente à
incorporação, fusão ou cisão, à razão de um sessenta avos, no máximo, para cada
mês do período de apuração;
................................................................................"
(NR)
"Art. 12. ...................................................................
.................................................................................
§ 3° Considera-se entidade sem fins lucrativos a que não apresente superávit em
suas contas ou, caso o apresente em determinado exercício, destine referido
resultado, integralmente, à manutenção e ao desenvolvimento dos seus objetivos
sociais." (NR)
Art. 11. Sem prejuízo do disposto nos incisos III e IV do art. 7° da Lei
n° 9.532, de 1997, a pessoa jurídica sucessora poderá classificar, no patrimônio
líquido, alternativamente ao disposto no § 2° do mencionado artigo, a conta que
registrar o ágio ou deságio nele mencionado.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se aos fatos geradores
ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1998.
Art. 12. Sem prejuízo das normas de tributação aplicáveis aos
não-residentes no País, sujeitar-se-á à tributação pelo imposto de renda, como
residente, a pessoa física que ingressar no Brasil:
I - com visto temporário:
a) para trabalhar com vínculo empregatício, em relação aos fatos
geradores ocorridos a partir da data de sua chegada;
b) por qualquer outro motivo, e permanecer por período superior a cento
e oitenta e três dias, consecutivos ou não, contado, dentro de um intervalo de
doze meses, da data de qualquer chegada, em relação aos fatos geradores
ocorridos a partir do dia subseqüente àquele em que se completar referido
período de permanência;
II - com visto permanente, em relação aos fatos geradores ocorridos a
partir de sua chegada.
Parágrafo único. A Secretaria da Receita Federal expedirá normas quanto
às obrigações acessórias decorrentes da aplicação do disposto neste artigo.
Art. 13. A pessoa jurídica cuja receita bruta total, no ano-calendário
anterior, tenha sido igual ou inferior a R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito
milhões de reais), ou a R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) multiplicado
pelo número de meses de atividade do ano-calendário anterior, quando inferior a
12 (doze) meses, poderá optar pelo regime de tributação com base no lucro
presumido.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002)
§ 1° A opção pela tributação com base no lucro presumido será definitiva
em relação a todo o ano-calendário.
§ 2° Relativamente aos limites estabelecidos neste artigo, a receita
bruta auferida no ano anterior será considerada segundo o regime de competência
ou de caixa, observado o critério adotado pela pessoa jurídica, caso tenha,
naquele ano, optado pela tributação com base no lucro presumido.
Art. 14. Estão obrigadas à apuração do lucro real as pessoas jurídicas:
I - cuja receita total, no ano-calendário anterior seja superior ao
limite de R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais), ou proporcional
ao número de meses do período, quando inferior a 12 (doze) meses; (Redação dada
pela Lei nº 10.637, de 2002)
II - cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de
investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de
crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário,
sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidoras
de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil,
cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e
entidades de previdência privada aberta;
III - que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do
exterior;
IV - que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios
fiscais relativos à isenção ou redução do imposto;
V - que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal
pelo regime de estimativa, na forma do art. 2° da Lei n° 9.430, de 1996;
VI - que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de
serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e
riscos, administração de contas a pagar e a receber, compras de direitos
creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços
(factoring).
CAPÍTULO III
DO Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos
ou Valores Mobiliários
Art. 15. A alíquota do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e
Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF nas operações de
seguro será de vinte e cinco por cento. (Vide Decreto 3.819, de 2001)
CAPÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS
Art. 16. A pessoa jurídica que, obrigada a apresentar, à Secretaria da
Receita Federal, declaração de informações, deixar de fazê-lo ou fizer após o
prazo fixado para sua apresentação, sujeitar-se-á à multa de um por cento ao mês
ou fração, incidente sobre o imposto de renda devido, ainda que integralmente
pago, relativo ao ano-calendário a que corresponderem as respectivas
informações.
Parágrafo único. Ao disposto neste artigo aplicam-se as normas
constantes dos §§ 1° a 3º do art. 88 da Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995,
e do art. 27 da Lei n° 9.532, de 1997.
Art. 17. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo
efeitos:
I - em relação aos arts. 2° a 8°, para os fatos geradores ocorridos a
partir de 1° de fevereiro de 1999;
II - em relação aos arts. 9° e 12 a 15, a partir de 1° de janeiro de
1999.
Art. 18. Ficam revogados, a partir de 1° de janeiro de 1999:
I - o § 2° do art. 1° do Decreto-lei n° 1.330, de 13 de maio de 1974;
II - o § 2° do art. 4° do Decreto-lei n° 1.506, de 23 de dezembro de
1976;
III - o art. 36 e o inciso VI do art. 47 da Lei n° 8.981, de 1995;
IV - o § 4° do art. 15 da Lei n° 9.532, de 1997.
Brasília, 27 de novembro de 1998; 177o da Independência e 110o da
República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Pedro Malan
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