LEI Nº 9.065, DE 20 DE JUNHO DE 1995
D.O.U. de 21.6.1995
Dá nova redação a dispositivos da Lei nº 8.981, de 20 de
janeiro de 1995, que altera a legislação tributária federal, e dá outras
providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Os dispositivos da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, adiante
indicados, passam a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 18. À opção do contribuinte, o saldo do imposto a pagar poderá ser
parcelado em até seis quotas iguais, mensais e sucessivas, observado o seguinte:
.......................................................................
III - as demais quotas, acrescidas da variação da UFIR verificada entre o
trimestre subseqüente ao período de apuração e o do pagamento, vencerão no
último dia útil de cada mês;
......................................................................."
"Art. 30. ................................................................
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se, inclusive, aos casos de
empreitada ou fornecimento contratado nas condições do art. 10 do Decreto-lei nº
1.598, de 26 de dezembro de 1977, com pessoa jurídica de direito público, ou
empresa sob seu controle, empresa pública, sociedade de economia mista ou sua
subsidiária."
"Art. 33. O imposto de renda, de que trata esta Seção, será calculado mediante a
aplicação da alíquota de vinte e cinco por cento sobre a base de cálculo e pago
até o último dia útil do mês subseqüente ao de ocorrência dos fatos geradores.
Art. 34. Para efeito de pagamento, a pessoa jurídica poderá deduzir, do imposto
apurado no mês, o imposto de renda pago ou retido na fonte sobre as receitas que
integraram a base de cálculo correspondente (arts. 28 ou 29), bem como os
incentivos de dedução do imposto, relativos ao Programa de Alimentação do
Trabalhador, Vale-Transporte, Doações aos Fundos da Criança e do Adolescente,
Atividades Culturais ou Artísticas e Atividade Audiovisual, observados os
limites e prazos previstos na legislação vigente.
Art. 35. .................................................................
........................................................................
§ 2º Estão dispensadas do pagamento de que tratam os arts. 28 e 29 as pessoas
jurídicas que, através de balanço ou balancetes mensais, demonstrem a existência
de prejuízos fiscais apurados a partir do mês de janeiro do ano-calendário.
§ 3º O pagamento mensal, relativo ao mês de janeiro do ano-calendário, poderá
ser efetuado com base em balanço ou balancete mensal, desde que neste fique
demonstrado que o imposto devido no período é inferior ao calculado com base no
disposto nos arts. 28 e 29.
§ 4º O Poder Executivo poderá baixar instruções para a aplicação do disposto
neste artigo.
Art. 36. Estão obrigadas ao regime de tributação com base no lucro real em cada
ano-calendário as pessoas jurídicas:
I - cuja receita total, no ano-calendário anterior, seja superior ao limite de
12.000.000 de UFIR, ou proporcional ao número de meses do período, quando
inferior a doze meses;
......................................................................
X - que, no decorrer do ano-calendário, tenham suspendido ou reduzido o
pagamento do imposto, na forma do art. 35;
XI - que tenham sócios ou acionistas pessoas jurídicas;
XII - cujo titular, sócio ou acionista participe com mais de cinco por cento do
capital de uma ou mais sociedades, quando a soma das receitas totais dessas
empresas ultrapassar o limite previsto no inciso I deste artigo;
XIII - cuja receita decorrente da venda de bens importados seja superior a
cinqüenta por cento da receita bruta da atividade, nos casos em que esta for
superior a 1.200.000 UFIR.
Parágrafo único. .......................................................
Art. 37. ...............................................................
.......................................................................
§ 5º.................................................................
........................................................................
b) demonstrarem, através de balanços ou balancetes mensais (art. 35):
b.1) que o valor pago a menor decorreu da apuração do lucro real e da base de
cálculo da contribuição social sobre o lucro, na forma da legislação comercial e
fiscal; ou
b.2) a existência de prejuízos fiscais, a partir do mês de janeiro do referido
ano-calendário.
......................................................................."
"Art. 40. ................................................................
I - pago em quota única até o último dia útil do mês de março do ano
subseqüente, se positivo;
II - compensado com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano
subseqüente, se negativo, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega
da declaração de rendimentos, a restituição do montante pago a maior."
"Art. 43. .............................................................
......................................................................
§ 8º O débito dos prejuízos a que se refere o parágrafo anterior poderá ser
efetuado, independentemente de se terem esgotados os recursos para sua cobrança,
após o decurso de:
a) um ano de seu vencimento, se em valor inferior a 5.000 UFIR, por devedor;
b) dois anos de seu vencimento, se superior ao limite referido na alínea a, não
podendo exceder a vinte e cinco por cento do lucro real, antes de computada essa
dedução.
§ 9º Os prejuízos debitados em prazos inferiores, conforme o caso, aos
estabelecidos no parágrafo anterior, somente serão dedutíveis quando houverem
sido esgotados os recursos para sua cobrança.
.......................................................................
§ 11. Os débitos a que se refere a alínea b do § 8º não alcançam os créditos
referidos nas alíneas a, b, c, d, e e h do § 3º.
Art. 44. As pessoas jurídicas, cuja receita total, no ano-calendário anterior,
tenha sido igual ou inferior a 12.000.000 de UFIR, poderão optar, por ocasião da
entrega da declaração de rendimentos, pelo regime de tributação com base no
lucro presumido.
......................................................................"
"Art. 53. ...............................................................
§ 1º Poderão ser deduzidos do imposto apurado na forma deste artigo o imposto de
renda pago ou retido na fonte, ressalvado o disposto no art. 76, e os incentivos
de dedução do imposto relativos ao Programa de Alimentação do Trabalhador,
Vale-Transporte, Doações aos Fundos da Criança e do Adolescente, Atividades
Culturais ou Artísticas e Atividade Audiovisual, observados os limites e prazos
previstos na legislação vigente, bem como o disposto no § 2º do art. 39.
§ 2º O imposto de renda de que trata este artigo deverá ser pago até o último
dia útil do mês subseqüente ao de ocorrência dos fatos geradores."
"Art. 56. As pessoas jurídicas deverão apresentar, até o último dia útil do mês
de março, declaração de rendimentos demonstrando os resultados auferidos no
ano-calendário anterior.
....................................................................."
"Art. 57. Aplicam-se à Contribuição Social sobre o Lucro (Lei nº 7.689, de 1988)
as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de
renda das pessoas jurídicas, inclusive no que se refere ao disposto no art. 38,
mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação em vigor, com
as alterações introduzidas por esta Lei.
........................................................................
§ 2º No caso das pessoas jurídicas de que trata o inciso III do art. 36, a base
de cálculo da contribuição social corresponderá ao valor decorrente da aplicação
do percentual de nove por cento sobre a receita bruta ajustada, quando for o
caso, pelo valor das deduções previstas no art. 29.
......................................................................."
"Art. 63. Os prêmios distribuídos sob a forma de bens e serviços, através de
concursos e sorteios de qualquer espécie, estão sujeitos à incidência do
imposto, à alíquota de vinte por cento, exclusivamente na fonte.
......................................................................."
"Art. 71. Fica dispensada a retenção do imposto de renda na fonte sobre
rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável quando
o beneficiário do rendimento declarar à fonte pagadora, por escrito, sua
condição de entidade imune."
"Art. 76. O imposto de renda retido na fonte sobre os rendimentos de aplicações
financeiras de renda fixa e de renda variável, ou pago sobre os ganhos líquidos
mensais, será:
........................................................................
§ 5º Na hipótese do § 4º, a parcela das perdas adicionadas poderá, nos
anos-calendário subseqüentes, ser excluída na determinação do lucro real, até o
limite correspondente à diferença positiva apurada em cada ano, entre os ganhos
e perdas decorrentes das operações realizadas.
.......................................................................
Art. 77. O regime de tributação previsto neste Capítulo não se aplica aos
rendimentos ou ganhos líquidos:
I - em aplicações financeiras de renda fixa de titularidade de instituição
financeira, inclusive sociedade de seguro, previdência e capitalização,
sociedade corretora de títulos, valores mobiliários e câmbio, sociedade
distribuidora de títulos e valores mobiliários ou sociedade de arrendamento
mercantil;
.......................................................................
§ 4º Para as associações de poupança e empréstimo, os rendimentos e ganhos
líquidos auferidos nas aplicações financeiras serão tributados de forma
definitiva, à alíquota de vinte e cinco por cento sobre a base de cálculo
prevista no art. 29."
"Art. 89. Serão aplicadas multas de mil UFIR e de duzentas UFIR, por mês ou
fração de atraso, às pessoas jurídicas, cuja escrituração no Diário ou Livro
Caixa (art. 45, parágrafo único), respectivamente, contiver atraso superior a
noventa dias, contado a partir do último mês escriturado.
§ 1º O prazo previsto neste artigo não beneficia as pessoas jurídicas que se
valerem das regras de redução ou suspensão dos tributos de que trata o art. 35.
§ 2º A não regularização no prazo previsto na intimação acarretará o agravamento
da multa em cem por cento sobre o valor anteriormente aplicado, sem prejuízo do
disposto no art. 47.
Art. 90. .................................................................
"Art. 14. O valor do ITR deverá ser pago até o último dia útil do mês
subseqüente àquele em que o contribuinte for notificado.
......................................................................."
Art. 91. ...............................................................
Parágrafo único. .......................................................
........................................................................
a.2) o valor de cada parcela mensal, por ocasião do pagamento, será acrescido de
juros equivalentes à taxa média mensal de captação do Tesouro Nacional relativa
à Dívida Mobiliária Federal Interna, calculados a partir da data do deferimento
até o mês anterior ao do pagamento, e de um por cento relativamente ao mês em
que o pagamento estiver sendo efetuado;
......................................................................"
"Art. 95. As empresas industriais titulares de Programas Especiais de Exportação
aprovados até 3 de junho de 1993, pela Comissão para Concessão de Benefícios
Fiscais a Programas Especiais de Exportação - BEFIEX, poderão compensar o
prejuízo fiscal verificado em um período-base com o lucro real determinado nos
seis anos-calendário subseqüentes, independentemente da distribuição de lucros
ou dividendos a seus sócios ou acionistas."
Art. 2º O disposto na alínea b do § 3º do art. 43 da Lei nº 8.981, de 1995,
somente se aplica aos créditos relativos a:
I - operações de empréstimos, ou qualquer forma de adiantamento de recursos;
II - aquisição de títulos e valores mobiliários de renda fixa, cujo devedor ou
emitente seja pessoa jurídica de direito público ou empresa sob o seu controle,
empresa pública, sociedade de economia mista, ou sua subsidiária;
III - fundos administrados por qualquer das pessoas jurídicas referidas no
inciso II.
Parágrafo único. Está também abrangida pelo disposto na alínea b do § 3º do art.
43 da Lei nº 8.981, de 1995, a parcela de crédito correspondente ao lucro
diferido nos termos do art. 10 do Decreto-lei nº 1.598, de 26 de dezembro de
1977.
Art. 3º O saldo credor da conta de correção monetária de que trata o inciso II
do art. 4º da Lei nº 7.799, de 10 de julho de 1989, apurado a partir do
encerramento do ano-calendário de 1995, será computado na determinação do lucro
real, podendo o contribuinte diferir, com observância do disposto nos arts. 4º e
8º desta Lei, a tributação do lucro inflacionário não realizado.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se, também, às pessoas jurídicas
a que se refere o § 6º do art. 37 da Lei nº 8.981, de 1995.
Art. 4º Considera-se lucro inflacionário, em cada ano-calendário, o saldo credor
da conta de correção monetária, ajustado pela diminuição das variações
monetárias e das receitas e despesas financeiras computadas na determinação do
lucro líquido do ano-calendário.
§ 1º Proceder-se-á ao ajuste mediante a dedução, do saldo credor da conta de
correção monetária, de valor correspondente à diferença positiva entre a soma
das despesas financeiras com as variações monetárias passivas e a soma das
receitas financeiras com as variações monetárias ativas.
§ 2º O lucro inflacionário a tributar será registrado em conta especial do Livro
de Apuração do Lucro Real, e o saldo transferido do ano-calendário anterior será
corrigido, monetariamente, com base na variação do valor da UFIR verificada
entre o primeiro dia seguinte ao do balanço de encerramento do ano-calendário
anterior e o dia seguinte ao do balanço do exercício da correção.
Art. 5º Em cada ano-calendário considerar-se-á, realizada parte do lucro
inflacionário proporcional ao valor, realizado no mesmo período, dos bens e
direitos do ativo sujeitos à correção monetária.
§ 1º O lucro inflacionário realizado em cada ano-calendário será calculado de
acordo com as seguintes regras:
a) será determinada a relação percentual entre o valor dos bens e direitos do
ativo sujeitos à correção monetária, realizado no ano-calendário, e a soma dos
seguintes valores:
a.1) a média do valor contábil do ativo permanente no início e no final do
ano-calendário;
a.2) a média dos saldos, no início e no fim do ano-calendário, das contas
representativas do custo dos imóveis não classificados no ativo permanente, das
contas representativas das aplicações em ouro, das contas representativas de
adiantamentos a fornecedores de bens sujeitos à correção monetária, salvo se o
contrato previr a indexação do crédito, e de outras contas que venham a ser
determinadas pelo Poder Executivo, considerada a natureza dos bens ou valores
que representem;
b) o valor dos bens e direitos do ativo sujeitos à correção monetária, realizado
no ano-calendário, será a soma dos seguintes valores:
b.1) custo contábil dos imóveis existentes no estoque no início do
ano-calendário e baixados no curso deste;
b.2) valor contábil, corrigido monetariamente até a data da baixa, dos demais
bens e direitos do ativo sujeitos à correção monetária, baixados no curso do
ano-calendário;
b.3) quotas de depreciação, amortização e exaustão, computadas como custo ou
despesa operacional do ano-calendário;
b.4) lucros ou dividendos, recebidos no ano-calendário, de quaisquer
participações societárias registradas como investimento;
c) o montante do lucro inflacionário realizado do ano-calendário será
determinado mediante a aplicação da percentagem de que trata a alínea a sobre o
lucro inflacionário do mesmo ano-calendário;
d) a percentagem de que trata a alínea a será também aplicada, em cada ano,
sobre o lucro inflacionário, apurado nos anos-calendário anteriores, excetuado o
lucro inflacionário acumulado, existente em 31 de dezembro de 1994.
§ 2º O contribuinte que optar pelo diferimento da tributação do lucro
inflacionário não realizado deverá computar na determinação do lucro real o
montante do lucro inflacionário realizado (§ 1º) ou o valor determinado de
acordo com o disposto no art. 6º, e excluir do lucro líquido do ano-calendário o
montante do lucro inflacionário do próprio ano-calendário.
Art. 6º A pessoa jurídica deverá considerar realizado em cada ano-calendário, no
mínimo, dez por cento do lucro inflacionário, quando o valor, assim determinado,
resultar superior ao apurado na forma do § 1º do art. 5º.
Parágrafo único. A realização de que trata este artigo aplica-se, inclusive, ao
valor do lucro inflacionário apurado no próprio ano-calendário.
Art. 7º Nos casos de incorporação, fusão, cisão total ou encerramento de
atividades, a pessoa jurídica incorporada, fusionada, cindida ou que encerrar
atividades deverá considerar integralmente realizado o lucro inflacionário
acumulado.
§ 1º Na cisão parcial, a realização será proporcional à parcela do ativo,
sujeito à correção monetária, que tiver sido vertida.
§ 2º Para os efeitos deste artigo, considera-se lucro inflacionário acumulado a
soma do lucro inflacionário de anos-calendário anteriores, corrigido
monetariamente, deduzida das parcelas realizadas.
Art. 8º A partir de 1º de janeiro de 1996, a pessoa jurídica deverá considerar
realizado mensalmente, no mínimo, 1/120 do lucro inflacionário, corrigido
monetariamente, apurado em cada ano-calendário anterior.
Parágrafo único. A parcela realizada na forma deste artigo integrará a base de
cálculo do imposto de renda devido mensalmente.
Art. 9º A pessoa jurídica que tiver saldo de lucro inflacionário a tributar e
que vier a ser tributada pelo lucro arbitrado deverá adicionar esse saldo,
corrigido monetariamente, à base de cálculo do imposto de renda.
Art. 11. O lucro real ou arbitrado da pessoa jurídica estará sujeito a um
adicional do imposto de renda à alíquota de:
I - dez por cento sobre a parcela do lucro real que ultrapassar R$ 180.000,00
até R$ 780.000,00;
II - quinze por cento sobre a parcela do lucro real que ultrapassar R$
780.000,00;
III - dez por cento sobre a parcela do lucro arbitrado que ultrapassar R$
15.000,00 até R$ 65.000,00;
IV - quinze por cento sobre a parcela do lucro arbitrado que ultrapassar R$
65.000,00.
§ 1º Os limites previstos nos incisos I e II serão proporcionais ao número de
meses transcorridos do ano-calendário, quando o período de apuração for inferior
a doze meses.
§ 2º O valor do adicional será recolhido integralmente, não sendo permitidas
quaisquer deduções.
Art. 12. O disposto nos arts. 42 e 58 da Lei nº 8.981, de 1995, vigorará até 31
de dezembro de 1995.
Art. 13. A partir de 1º de abril de 1995, os juros de que tratam a alínea c do
parágrafo único do art. 14 da Lei nº 8.847, de 28 de janeiro de 1994, com a
redação dada pelo art. 6º da Lei nº 8.850, de 28 de janeiro de 1994, e pelo art.
90 da Lei nº 8.981, de 1995, o art. 84, inciso I, e o art. 91, parágrafo único,
alínea a.2, da Lei nº 8.981, de 1995, serão equivalentes à taxa referencial do
Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC para títulos federais,
acumulada mensalmente.
Art. 14. Os rendimentos e ganhos de capital distribuídos, a partir de 1º de
julho de 1995, pelos Fundos de Investimento Imobiliário e Fundos de Investimento
Cultural e Artístico - FICART, sob qualquer forma e qualquer que seja o
beneficiário, sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte à alíquota
de dez por cento.
Parágrafo único. Ao imposto retido nos termos deste artigo aplica-se o disposto
no art. 76 da Lei nº 8.981, de 1995.
Art. 15. O prejuízo fiscal apurado a partir do encerramento do ano-calendário de
1995, poderá ser compensado, cumulativamente com os prejuízos fiscais apurados
até 31 de dezembro de 1994, com o lucro líquido ajustado pelas adições e
exclusões previstas na legislação do imposto de renda, observado o limite
máximo, para a compensação, de trinta por cento do referido lucro líquido
ajustado.
Parágrafo único. O disposto neste artigo somente se aplica às pessoas jurídicas
que mantiverem os livros e documentos, exigidos pela legislação fiscal,
comprobatórios do montante do prejuízo fiscal utilizado para a compensação.
Art. 16. A base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, quando
negativa, apurada a partir do encerramento do ano-calendário de 1995, poderá ser
compensada, cumulativamente com a base de cálculo negativa apurada até 31 de
dezembro de 1994, com o resultado do período de apuração ajustado pelas adições
e exclusões previstas na legislação da referida contribuição social, determinado
em anos-calendário subseqüentes, observado o limite máximo de redução de trinta
por cento, previsto no art. 58 da Lei nº 8.981, de 1995.
Parágrafo único. O disposto neste artigo somente se aplica às pessoas jurídicas
que mantiverem os livros e documentos, exigidos pela legislação fiscal,
comprobatórios da base de cálculo negativa utilizada para a compensação.
Art. 17. O pagamento da Contribuição para o Programa de Integração Social e para
o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) deverá ser
efetuado até o último dia útil da quinzena subseqüente ao mês de ocorrência dos
fatos geradores.
Art. 18. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a
partir de 1º de janeiro de 1995, exceto os arts. 10, 11, 15 e 16, que produzirão
efeitos a partir de 1º de janeiro de 1996, e os arts. 13 e 14, com efeitos,
respectivamente, a partir de 1º de abril e 1º de julho de 1995.
Art. 19. Revogam-se as disposições em contrário e, especificamente, o § 3º do
art. 44, o § 4º do art. 88, e os arts. 104, 105, 107 e 113 da Lei nº 8.981, de
1995, bem como o inciso IV do § 2º do art. 7º das Leis nºs 8.256, de 25 de
novembro de 1991, e 8.857, de 8 de março de 1994, o inciso IV do § 2º do art. 6º
da Lei nº 8.210, de 19 de julho de 1991, e a alínea d do § 2º do art. 4º da Lei
nº 7.965, de 22 de dezembro de 1989.
Brasília, 20 de junho 1995; 174º da Independência e 107º da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Pedro Malan
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