Paraná é líder em adesão ao
Simples Nacional
Fonte: Agência Sebrae de Notícias no Paraná - 06/03/2008
Pesquisa nacional "Impactos da Lei Geral das Micro e Pequenas
Empresas no Brasil", divulgada nesta quinta-feira em São Paulo, mostra que o
Estado registrou o maior índice de adesão do País
O Paraná é o estado brasileiro com o maior índice de adesão ao Simples Nacional,
de acordo com a pesquisa "Impactos da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas no
Brasil", divulgada nesta quinta-feira, dia 6, na sede do Sebrae em São Paulo. A
adesão no Paraná, ao novo sistema de tributação em vigor desde meados do ano
passado, foi de 84%, acima da média nacional que fechou em 72%. De acordo com
informações da Receita Federal do Brasil (RFB) no Paraná, 177.430 micro e
pequenas empresas estão cadastradas no Simples Nacional.
A pesquisa também mediu o grau de conhecimento e de satisfação geral dos
empresários paranaenses quanto à nova legislação. No Paraná, 82% dos
entrevistados disseram que sabiam que a Lei Geral foi aprovada pelo Congresso e
pelo Governo Federal. A maioria, 76%, disse ser favorável à Lei Geral, apesar
de, quando questionados sobre a carga tributária e os benefícios diretos já em
gozo, ter havido uma divisão de opiniões entre os empresários.
Para 33% dos empresários ouvidos no Paraná, a carga total de impostos ficou
indiferente; para 22% diminuiu; para 22% aumentou. Os outros 16% não optaram
pelo Simples Nacional e 7% não souberam responder. Especificamente com relação
ao Imposto Sobre Serviços (ISS), calculado pelas prefeituras, para 29% o imposto
ficou igual; para 12% aumentou e para 9% diminuiu. Os outros 10% não souberam
informar.
Os empresários paranaenses também responderam se até momento, com a Lei Geral,
suas empresas foram beneficiadas ou prejudicadas. Do total, 44% disseram que a
situação ainda é indiferente; 26% disseram que foram prejudicados; 25%,
beneficiados; e 4% não souberam responder.
Outro item levantado diz respeito aos custos com contabilidade, já que os
empresários temiam que, com a Lei Geral, tivessem de gastar mais com serviços de
análise contábil. A maior parte dos empresários do Paraná, 85%, informou à
pesquisa que não está pagando mais com contabilidade, para valer-se dos
benefícios da Lei Geral. Os outros 15% disseram que passaram a pagar mais com
contabilidade.
Amadurecimento
O diretor-superintendente do Sebrae no Paraná, Allan Marcelo de Campos Costa,
diz que ainda é muito cedo para medir o impacto da Lei Geral da Micro e Pequena
Empresa, de forma efetiva. A pesquisa, segundo ele, mostra a mobilização dos
empresários paranaenses que buscaram informações sobre a nova legislação. O
superintendente comemorou os altos índices de adesão ao Simples Nacional e dos
empresários favoráveis à legislação.
Segundo ele, a política de incentivos tributários às micro e pequenas adotada
pelo Governo do Paraná e mantida com a implantação do Simples Nacional é uma das
razões para explicar por que muitas micro e pequenas empresas no Estado não
sentiram tantas mudanças com a nova legislação. Allan Marcelo de Campos Costa
diz ainda que a regulamentação da Lei Geral, pelos municípios, também acarretará
melhorias, não mensuradas pela pesquisa. No Paraná, mais de 80 cidades já
municipalizaram a Lei Geral.
O superintendente lembra ainda que a Lei Geral precisa de algumas adequações,
como a ampliação do rol de micro e pequenas empresas do setor de serviços que
possam se valer das vantagens do Simples Nacional.
Dados nacionais
Entre os principais resultados, detectou-se que 85% das micro e pequenas
empresas sabiam que a Lei Geral já havia sido aprovada antes da entrevista; 75%
são favoráveis à Lei Geral; 72% optaram pelo Simples Nacional; 62% procuraram
orientação para compreender melhor a Lei Geral; 46% têm ressalvas à nova
legislação; existe baixo grau de conhecimento sobre capítulos da Lei, tais como
"acesso à tecnologia" e "compras governamentais". Entre os problemas
identificados pelos entrevistados em todo o Brasil, o principal é o aumento da
carga tributária total, apontado por 27% dos entrevistados. No Paraná, o índice
ficou em 22%.
Pesquisa
Inédita, a pesquisa "Impactos da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas no
Brasil" foi coordenada pelo Observatório das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae
em São Paulo, que monitora a situação das micro e pequenas empresas no País. O
objetivo da sondagem foi verificar o grau de conhecimento e satisfação dos
empresários sobre a Lei Geral e identificar alternativas para seu
aperfeiçoamento. Ao todo, foram ouvidos 3.097 proprietários de pequenos
negócios, entre outubro de 2007 e janeiro de 2008.
No Paraná, foram feitas 111 entrevistas, com empresários da indústria, comércio
e serviços. A seleção das empresas foi realizada de forma aleatória,
utilizando-se o Cadastro de Estabele cimentos Empregadores (CEE) do Ministério
do Trabalho e Emprego de junho de 2007, sendo o sorteio elaborado por amostra
aleatória simples por Unidade da Federação (UF) e setor.
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